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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ministro instala comitê de mobilização contra a rubéola - 02/07/2008

Unicef, Organização Pan-Americana de Saúde e outros 200 parceiros do governo participam de campanha nacional para imunização de 70 milhões de brasileiros.


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, instalou, nesta quarta-feira (2), o Comitê Nacional de Mobilização para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). O Comitê conta com o empenho de mais de 200 instituições parceiras do governo federal na erradicação da doença e da Síndrome da Rubéola Congênita no país até 2010, meta definida pelo Ministério da Saúde. “Essa parceria é importante porque mobiliza empresas, ONGs, sociedades de especialistas e os conselhos nacionais de secretários estaduais e municipais de Saúde”, avaliou Temporão.

As instituições parceiras do governo representam diversos segmentos públicos e privados, como Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Sesc, Caixa Econômica Federal, Ultragás, Liquigás, Vivo, MST, Rede Globo, Wall Mart, Carrefour, Unilever, Abia e Abras. Elas vão colaborar em todos os processos de organização, operacionalização e avaliação da campanha nacional de vacinação contra a rubéola e a SRC, no período de 9 de agosto a 12 de setembro. “Esses parceiros são fundamentais na estratégia de mobilização para que possamos erradicar a doença num prazo curto”, reforçou o ministro.

As entidades que integram o Comitê vão apoiar as ações de governo em atividades como reforço na divulgação da campanha, mobilização de públicos internos, articulação de correspondentes nos estados e municípios e cessão de colaboradores e espaço para montagem de postos de vacinação.

Além do ministro Temporão e do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, participaram da cerimônia de instalação do Comitê, no Ministério da Saúde, em Brasília (DF), os representantes da Opas, Diego Victória, e da Unicef, Cristina Albuquerque; o secretário de Atenção à Saúde do ministério, José Carlos Noronha, e a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do ministério, Marília Bulhões.

Campanha – A campanha nacional de vacinação contra a rubéola é direcionada a homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de idade. “Todos deverão ser vacinados, independentemente do histórico de vacinação ou se a pessoa já teve a doença”, destacou Penna.

Segundo ele, a vacina contra a rubéola só não deve ser aplicada em mulheres grávidas, em qualquer período da gestação. Esta é a única restrição à vacina. “Precisamos alcançar a chamada ‘imunidade de grupo’, ou seja, que o país tenha um nível muito alto de anticorpos contra o vírus da rubéola”, explicou o secretário.

Homens – A meta do Ministério da Saúde é vacinar 34,7 milhões de mulheres e 35,3 milhões de homens. Dos 8.407 casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a pacientes homens.

“Já avançamos na educação da população masculina, chamando a atenção de que os homens têm que se mobilizar, têm que estar mais acessíveis e permeáveis às campanhas de promoção da saúde e prevenção”, disse o ministro Temporão. “E essa é tipicamente uma campanha em que, se o homem não participa, um elo da cadeia se rompe e não conseguimos alcançar o objetivo de erradicar a doença”, completou.

Dimensão – Nos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, homens e mulheres com idade entre 12 e 39 anos receberão a vacina tríplice viral contra rubéola, sarampo e também caxumba. Também no dia 9 do próximo mês, o Sistema Nacional de Saúde (SUS) realizará a segunda etapa da vacinação contra a poliomielite, cujo objetivo é imunizar 15 milhões de crianças menores de cinco anos.

“Esta será a maior vacinação do planeta”, destacou o secretário Gerson Penna, lembrando que, na campanha nacional, os adultos com idade entre 20 e 39 anos a serem vacinados contra a rubéola também serão imunizados contra o sarampo (vacina dupla viral). Quase R$ 220 milhões serão investidos pelo governo federal no financiamento das cinco semanas de campanha.

No ano passado, 8.407 casos da doença foram confirmados em todo o país. Entre os 20 estados que registraram a incidência da rubéola, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro foram os que mais contabilizaram pessoas infectadas: 2.668, 1.603 e 1,5 mil, respectivamente. Também foram confirmados 17 casos de Síndrome da Rubéola Congênita, quando a infecção causada pelo vírus se complica, principalmente no primeiro trimestre da gravidez.

“A vacinação indiscriminada é a única forma de se eliminar o risco da ocorrência de casos e surtos, como também as graves conseqüências da doença para as crianças”, afirmou Penna.

A vacina contra a rubéola faz parte do calendário de vacinação infantil. Quando a doença acomete crianças, as principais conseqüências para a saúde do paciente são cegueira, surdez e retardo mental. Nas mulheres grávidas, a infecção causada pelo vírus da rubéola resulta em malformação congênita no bebê.


SAIBA MAIS

O que é a rubéola?
A rubéola, também conhecida como “sarampo alemão”, é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus.

Qual a causa?
É transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus da família Togaviridae.

Quais os sintomas?
O paciente apresenta febre baixa, manchas na pele, dores de cabeça e pelo corpo.

Como se transmite?
A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar.
Como tratar?
Não há tratamento específico para a rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a orientação de um médico.

Como se prevenir?
Atualmente, a vacina para crianças aos 12 meses de vida consta do calendário nacional de vacinação. Uma segunda dose que deve ser aplicada entre quatro a seis anos de idade. Para homens e mulheres, a vacina também está disponível à faixa etária de 12 a 49 anos para as mulheres e de 12 a 39 anos para os homens.

Como é feito o diagnóstico?
Algumas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola, como sarampo, escarlatina e dengue. Na situação atual de eliminação da rubéola, é muito importante identificar precocemente, diagnosticar e classificar casos suspeitos, como também realizar as ações de vigilância de forma adequada.

Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580 e 3315-2351
Atendimento ao Cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315-2425


Fonte: http://www.saude.gov.br/

terça-feira, 24 de junho de 2008

Domiciliar Enfermagem - Home Care - Porto Alegre

Conceito

Home Care é uma especialização na área da saúde com uma visão bem diferente da hospitalocêntrica: ao invés do paciente ir até o hospital ser tratado, os profissionais de saúde vão até sua casa tratá-lo.

Vantagens

  • O paciente é tratado fora do hospital e em contato com a família. Isso é bom, uma vez que o ambiente hospitalar, pra muitos, não é confortável e causa estresse;
  • O paciente fica menos exposto aos riscos infectológicos existentes no âmbito hospitalar;
  • Melhora a "autonomia" do paciente;
  • Melhora a "privacidade" do paciente.

Público alvo

Pacientes com patologias estáveis, quase sempre portadores de doenças crônicas, como doenças neurológicas degenerativas e músculo-esqueléticas.Porem, o home care nao pode ser visto apenas como uma alternativa para pacientes cronivos ou idosos, o home care deve ser visto como uma alternativa de internamento para todas as idades e patologias, contanto que o paciente esteja estavel.

Cuidados dispensados aos pacientes domiciliares

O paciente recebe um tratamento similar ao dado em um hospital, com toda estrutura necessária para sua estabilidade no ambiente doméstico, como sonda, catéter, soroterapia, oxigenoterapia, dentre outros. É traçada uma rotina para o cuidado ao paciente envolvendo todas as suas necessidades básicas e avançadas. É um trabalho interdisciplinar e pode envolver médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, fonoaudiologos, nutricionistas, fisioterapeutas, dentre outros.

Importância da Home Care

O aumento da expectativa de vida nos últimos anos tem acarretado para o Brasil uma população cada vez mais idosa. O problema não é envelhecer, mas evelhecer sem qualidade. O Brasil não está se desenvolvendo paralelamente à população e isto está causando uma população idosa e sem saúde. A superlotação dos serviços de saúde é consequencial, assim como os problemas previdenciários. A Home Care vem auxiliar no tratamento aos pacientes crõnicos e estáveis, e um dos objetivos é tirar o paciente do hospital, sendo que ele pode ser tratado em casa. É menos custoso para o Serviço Público e menos incômodo para o paciente, que poderia passar meses ou anos num hospital, já que sua doença é crônica e/ou degenerativa.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Home_care


Domiciliar Enfermagem - Home Care

A Domiciliar Home Care surgiu como mais uma opção de atendimento para pacientes que superaram a fase aguda da sua doença, mas ainda necessitam de cuidados. Nossa equipe está preparada para atender toda e qualquer patologia no domicílio, desde que, o quadro do paciente permaneça estável. Hoje a família já tem a possibilidade e os recursos necessários para tratar seu doente em casa sem precisar se deslocar até um hospital. Só assim, se consegue otimizar tempo e uma significativa redução nos riscos de infecção.




Internação Domiciliar - Home Care Porto Alegre

realizado pela equipe assistencial durante as 24 horas do dia na casa do próprio paciente.
A internação domiciliar permite o atendimento no “melhor lugar terapêutico” de forma integral, personalizada e humanizada. Ao mesmo tempo, aumenta a autonomia do paciente e sua independência sócio-familiar.

A internação domiciliar também possibilita que se realize a Educação para a Saúde, promovendo, por meio do contato direto, a modificação de hábitos e atitudes negativas. Tudo para fazer com que o paciente tenha mais qualidade em sua vida.


Assistência Domiciliar - Home Care Porto Alegre

A assistência domiciliar consiste essencialmente em:

Entretanto, os usuários deste serviço já superaram a fase mais complexa de sua doença, não apresentando mais a necessidade de atendimento durante as 24 horas do dia, mas que ainda necessitam de atendimento por um determinado período (6, 12 ou 18 horas).

Trata-se de um serviço também bastante aplicado a portadores de doenças crônicas que necessitam de atenção e cuidados especiais.

- Acompanhamento e cuidados de enfermagem domiciliar;
- Visita médica esporádica domiciliar;
- Fisioterapia motora e respiratória domiciliar;
- Quimioterapia domiciliar
- Cuidado de pacientes com Alzhaimer
- Cuidado de pacientes com Parkinson
- Pacientes com Câncer
- Pacientes com Fratura de fêmur
- Pacientes com escaras



Procedimento Domiciliar - Home Care Porto Alegre

Procedimento domiciliar é semelhante a um atendimento ambulatorial, tem o diferencial de ser realizado dentro do domicílio. São atendimentos de curta duração, , realizados por técnicos de enfermagem ou enfermairas, mediante agendamento.

São exemplos:

- Fornecimento e Administração de medicamentos e soro;
- Alocação de Equipamentos;
- Fornecimento de dietas;
- Fisioterapia;
- Coleta de exames laboratoriais;
- Consultas da equipe interdisciplinar;
- Curativos em geral;
- Passagem de sonda.


Fonte: http://www.domiciliarenfermagem.com.br/

Leucemia mielóide aguda (LMA)

Leucemia mielóide aguda (LMA), também conhecida como leucemia mielogênica aguda, é um câncer/cancro da linha mielóide dos glóbulos brancos que se caracteriza pela rápida proliferação de células anormais que se acumulam na medula óssea, interferindo na produção normal de células sanguíneas. É o tipo mais comum de leucemia aguda que afeta adultos, e sua incidência aumenta com o envelhecimento. Embora a LMA seja uma doença relativamente rara, representando cerca de 1,2% dos óbitos causados por doenças oncológicas nos Estados Unidos, espera-se um aumento da sua incidência devido ao envelhecimento da população.

Os sintomas são causados pela substituição das células normais da medula óssea, resultando em uma queda na contagem de glóbulos vermelhos, plaquetas e de leucócitos normais. Estes sintomas incluem fadiga, falta de ar, hemorragia e aumento do risco de infecções. Embora vários fatores de risco para a LMA sejam conhecidos, a causa específica permanece incerta. Uma característica da doença é sua rápida progressão, podendo ser fatal em um curto espaço de tempo (semanas ou meses) se deixada sem tratamento adequado.

A leucemia mielóide aguda é uma doença potencialmente curável, mas apenas uma pequena parcela dos doentes são curados com a terapia utilizada atualmente. Usualmente o tratamento inicia com quimioterapia, visando a induzir à remissão, embora grande parte dos doentes necessitem de um transplante de medula óssea para alcançar a cura.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leucemia_miel%C3%B3ide_aguda

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Treinamento Domiciliar Home Care

O treinamento será realizado no dia 12/06/2008 no endereço Av. Erico Verissimo 960. O treinamento terá inicio as 09:00. Por favor estar munido de:

Xerox carteira do COREN
Xerox comprovante de residência

OBS: Procure chegar 15 minutos antes do início do treinamento. Caso não tenha carteira do COREN levar xerox do certificado de conclusão do curso técnico ou xerox da carteira temporaria do COREN.

Qualquer duvida você pode entrar em contato pelo email carlos@domiciliarenfermagem.com.br ou enviar suas duvidas pelo site http://www.domiciliarenfermagem.com.br/.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Treinamento de novos ténicos Domiciliar Home Care

O treinamento será realizado no dia 07/05/2008 no endereço Av. Erico Verissimo 960. O treinamento terá inicio as 09:00.

Por favor estar munido de:

  • 1 foto 3x4
  • Xerox carteira do COREN
  • Xerox comprovante de residência

OBS: Procure chegar 15 minutos antes do início do treinamento. Caso não tenha carteira do COREN levar xerox do certificado de conclusão do curso técnico ou xerox da carteira temporaria do COREN. Qualquer duvida você pode entrar em contato pelo email carlos@domiciliarenfermagem.com.br ou enviar suas duvidas pelo site http://www.domiciliarenfermagem.com.br.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SMS combate a bactéria Acinetobacter nas UTIs

SMS combate a bactéria Acinetobacter nas UTIs


A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) e hospitais de Porto Alegre adotaram medidas para combater casos de contaminação ocasionados pela bactéria Acinetobacter sp. (veja vídeo). Os pacientes internados são monitorados diariamente e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que não há motivo para as pessoas assustarem-se.


De acordo com o secretário municipal de Saúde, o vice-prefeito Eliseu Santos, não existe razão para desespero da população e para o cancelamento de cirurgias eletivas e internações. “A bactéria é um problema mundial e ataca pessoas com baixa imunidade”, afirmou Eliseu. Desde julho do ano passado, todos os hospitais da Capital têm notificado os casos envolvendo o Acinetobacter para a Vigilância em Saúde. Dos 24 hospitais clínicos da cidade, 15 já notificaram casos de infecção ou colonização da bactéria.


No passado, profissionais de saúde elaboraram o "Manual de Controle da disseminação de Acinetobacter sp resistente a carbapenêmicos", que define medidas para prevenir a disseminação dessas bactérias a outros pacientes e servidores da saúde.


Prevenção - A enfermeira da Vigilância em Saúde Anelise Breier salientou que, para prevenir a disseminação da Acinetobacter, a solução mais simples e eficaz é higienizar as mãos. Anelise explicou que a bactéria é um importante patógeno causador de infecções hospitalares no mundo todo: "A grande importância dessas infecções está relacionada à dificuldade de tratamento devido à habilidade do microorganismo em desenvolver resistência a antimicrobianos e ao controle da transmissão, pela capacidade de se manter viável no meio ambiente por longos períodos".


Breier esclareceu que já aconteceram outras situações de interrupção temporária em UTIs de Trauma de Porto Alegre, por precaução. Segundo ela, as UTIs lotadas e os pacientes graves são os principais responsáveis pela infecção. "Normalmente, a unidade é interditada quando o contágio corresponde a mais de 50% dos pacientes da Unidade de Trauma", explicou.


Notificações - Desde julho de 2007, a SMS já recebeu 400 notificações de casos de infecção pela bactéria Acinetobacter sp. Todos os casos estão sendo estudados e não se pode afirmar se algumas mortes neste período foram causadas pela bactéria. "Quando recebemos a notificação dos hospitais, não é comunicado o desfecho dos casos. Estudos indicam que ainda não é possível estabelecer um óbito causado pela Acinetobacter", ressaltou. Breier afirmou também que há três anos a bactéria adquiriu um nível endêmico. "A Acinetobacter veio para ficar. Vamos conviver com ela sempre. No entanto, não há motivo para pânico. A grande maioria das situações está sendo resolvida. Todos os pacientes internados estão sendo examinados diariamente", enfatizou.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=88201&p_secao=3&di=2008-04-03

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Acinetobacter - Porto Alegre

Segunda-Feira, 31 de março de 2008
SIMERS alerta que contaminação de bactérias atinge mais hospitais
Fonte: Imprensa/SIMERS

Maria Rita e deputada encontram diretorFotos: Patrícia Comunello

A vice-presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Maria Rita de Assis Brasil, alertou nesta segunda, dia 31, depois de visita ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) da Capital, para a gravidade da contaminação por bactérias que fechou uma das UTIs do hospital e atinge outras instituições. O fato foi admitido pelo diretor do HPS, Paulo Roberto Azambuja, ao informar que mais quatro hospitais enfrentam o mesmo problema. Nesta terça, às 9h, Maria Rita acompanha a deputada federal Luciana Genro em conversa com a superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Jussara Cony. O encontro buscará dados sobre as condições de atendimento nos hospitais Cristo Redentor e Conceição. Carta enviada ao SIMERS pelo Conceição informa que uma das salas da emergência será fechada no começo do abril para medidas de prevenção à bactéria. Maria Rita defende que o município adote um plano de ação global envolvendo todos os gestores públicos do SUS ante o impacto das contaminações para o atendimento da população. “Estamos diante de uma nova variável que cria ainda mais dificuldades para o funcionamento da saúde pública (além da tradicional falta de leitos, de remédios etc), algo comparável à epidemia da dengue no Rio”, opina Maria Rita. ”Trata-se de germes (acinetobacter) que têm cada vez mais resistência, exigem tratamento forte e com antibiótico muito específico e nem sempre facilmente disponível e que encontram ambiente favorável para proliferar”, elencou a dirigente. A escassez de leitos e a superlotação são apontados por Maria Rita como agravantes do problema. Com o fechamento da UTI do HPS, o Cristo Redentor passa a ser a principal referência em trauma. Informações indicam lotação de vagas na instituição. Maria Rita e Luciana buscarão esclarecer informação de que hospitais do GHC tiveram registro da bactéria. Carta enviada ao Sindicato Médico comunica que a Sala Vermelha da emergência será fechada entre 2 e 6 de abril, para reforma, higienização e readequação física. Segundo o comunicado, “todas as medidas tem como objetivo prevenir os casos de Acinetobacter carbapenén resistentes” e que gestores da saúde e municípios da região foram avisados para que busquem alternativas em outras unidades hospitalares. No encontro com o diretor do HPS, Maria Rita e a deputada federal Luciana Genro questionaram o repasse de recursos e melhorias na estrutura física, além da contratação de servidores. Segundo Luciana, há déficit de 80 médicos e de mais de cem servidores. Também disse que o hospital deixou de receber R$ 4,5 milhões em 2007 do QualiSUS e que este ano os repasses do orçamento pelo município estão atrasados. Azambuja admitiu que a superlotação da UTI de trauma é corriqueira, mas procurou desvincular da contaminação. Segundo ele, dois dos 13 pacientes da unidade interditada morreram desde sexta, mas nenhum dos óbitos teria relação com a bactéria. Um dos mortos estava com a bactéria. Seis dos 11 pacientes que estão na UTI têm o germe. O diretor do HPS disse que desde a interdição nenhum paciente atendido na emergência teve de ser transferido para leitos em UTIs de outros hospitais. Se isso ocorrer, a direção acionará a Central de Regulação, que é gerenciada pela Secretaria Municipal da Saúde, ou comprará vagas na rede privada. Ele disse que "sempre se dá um jeitinho". O HPS atende diariamente cerca de 900 casos, sendo dois terços deles de politraumatizados. Oito a dez são de pacientes graves. Destes, dois a três casos necessitam de cuidados de UTI.

Fonte: http://www.simers.org.br/cms/php/site_monta_internas.php?tabela=site_noticias&id_item=341&area=sindicato&menu=comunicacao#

Acinetobacter em infecção cirúrgica...
Como o Acinetobacter se prolifera em uma cirurgia causando infecção? Quais as precauções que devem ser tomadas.


Acinetobacter. (extraído do livro Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde) Este gênero é composto por cocobacilos gram-negativos não fermentadores, imóveis (daí o nome a-cineto), oxidase negativos. Por estudos de hibridização de DNA foram identificados 18 genomas específicos, 7 dos quais já nomeados, A. calcoaceticus, A. baumannii, A. haemolyticus, A. junii. A. johnsonii, A. lwoffi e A. radioresistans. São bactérias de vida livre, geralmente encapsuladas, amplamente distribuídas na natureza, podendo ser isoladas em objetos inanimados e animados, presentes em praticamente 100% de amostras de solo e água, transmitidos pelo contato direto e indireto com estas fontes e possivelmente por via aérea . Este é o mais freqüente gênero de bactérias gram-negativas isoladas colonizando persistentemente a pele humana, principalmente em dobras, sendo que o A. johnsonii, A. lwoffi e A. radioresistans são habitantes naturais. O complexo A. calcoaceticus/A. baumannii é encontrado na pele em até 25% das pessoas sadias albergam e na cavidade oral em até 7% destas, aumentando em pacientes hospitalizados e profissionais de saúde. É observado em escarro, urina, fezes, conjuntiva, secreções vaginais e sítio de traqueostomia . São germes oportunistas, necessitando de falha do sistema imune normal para causar infecção e os principais fatores de risco encontrados são uso prévio de antibióticos, cirurgia, instrumentação, alcoolismo, tabagismo, trauma, doença pulmonar crônica, recém-nascidos de baixo peso, diabetes mellitus, neoplasia, drogas antineoplásicas, internação em unidade de queimados e em terapia intensiva . Os principais fatores de virulência do microrganismo são sua cápsula polissacarídea antifagocitária, fímbria que potencializa a aderência e um lipopolissacarídeo biologicamente ativo. Devido sua ampla distribuição, grande parte dos isolados em hospital são colonizantes e não infectantes. Há grande dificuldade de estabelecer significância no seu achado, pois colonizam tecidos sadios e lesados . Além disto, muitas vezes são confundidos com outros germes gram-negativos, como no líquor com N. menintidis, na uretra com N. gonorrhoeae e no escarro com Haemophilus influenzae.
Assumem importância crescente no ambiente hospitalar, sobrevivendo em superfícies úmidas ou secas e colonizando a pele de pacientes e da própria equipe de saúde, principalmente suas mãos, ocasionando contaminação cruzada. Sua capacidade de sobrevivência no ambiente é grande, por exemplo em uma bancada uma colônia sobrevive por até nove dias contra menos de um dia observada para P. aeruginosa . A espécie mais frequentemente encontrada em hospitais é o complexo A. calcoaceticus/A. baumannii, isolados em infecções nos tratos respiratório, urinário, ferida cirúrgica e acesso vascular, podendo levar a quadros septicêmicos, mas pode causar infecções em virtualmente todos os órgãos. A letalidade chega a ser superior a 36% . No National Nosocomial Infection Study (NNIS) este gênero foi identificado como responsável por 0,61% das infecções hospitalares . Em levantamentos nos EUA foi isolado em 3% das pneumonias nosocomiais . Muitas infecções hospitalares estão associadas a surtos, por exemplo, tendo sido identificado em nutrição parenteral prolongada causando infecções sistêmicas em terapia intensiva . No ambiente hospitalar foram isolados em leite pasteurizado, alimentos congelados, dieta enteral, superfícies fixas, ar hospitalar, névoa de nebulizadores, tenda úmida, circuíto respiratório, ressucitadores, ventiladores, torneiras, pias, esgôto, urinóis, poeira, banhos de dialisado peritoneal, toalhas de rosto, roupas de cama, travesseiros, catéteres de angiografia, transdutores de pressão, luvas contaminadas, duodenoscópios, seringas reusadas, sangue e derivados, soluções de proteínas plasmáticas, de nutrição parenteral prolongada, soluções salinas e demais soluções parenterais . Cepas multirresistentes são isoladas com freqüência, devido principalmente a produção de beta-lactamase de amplo espectro, enzimas modificadoras de aminoglicosídeos e alteração das proteínas de ligação das penicilinas (PBP). A colonização de pacientes não requer qualquer medida terapêutica específica, porém quando associados a infecção com presença de catéteres seu tratamento é obtido, na maioria das vezes, com a retirada destes. Inicialmente sensíveis a ampicilina, cefalosporinas de primeira e segunda geração, minociclina, colistina, carbenicilina, gentamicina e cloranfenicol, atualmente apresentam freqüentemente resistência. Apresentam um variável perfil de sensibilidade, logo para seu tratamento é necessário o conhecimento de dados específicos da instituição, sendo melhor a sensibilidade para quinolonas, ceftazidima, doxiciclina, co-trimoxazol, imipenem/cilastatina, amoxacilina/clavulanato e ampicilina/sulbactam , , mas surtos têm sido identificados com cepas resistentes a estes antibióticos, nestes casos sendo utilizada como opção terapêutica associação de ticarcilina/sulbactam com minociclina.

Fonte: http://www.ccih.med.br/forum/messages/22/403.html?1119128601

link arquivo pdf sobre a bacteria: http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2051/pdfs/mat%2005.pdf

A bactéria - O que é a Acinetobacter sp.
É um microrganismo que pode se desenvolver tanto na pele dos seres humanos quanto no próprio ambiente que os cercam. A sua transmissão geralmente ocorre por meio de contato físico e, em função disso, o isolamento das pessoas infectadas é fundamental durante o tratamento.
Uma das principais características da Acinetobacter sp. é a alta resistência a antibióticos, fato que, muitas vezes, pode gerar lentidão na cura da infecção. Caso não seja tratada da forma adequada, a Acinetobacter sp. pode evoluir para uma infecção generalizada e até levar a morte.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a1811349.htm