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segunda-feira, 7 de abril de 2008

SMS combate a bactéria Acinetobacter nas UTIs

SMS combate a bactéria Acinetobacter nas UTIs


A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) e hospitais de Porto Alegre adotaram medidas para combater casos de contaminação ocasionados pela bactéria Acinetobacter sp. (veja vídeo). Os pacientes internados são monitorados diariamente e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que não há motivo para as pessoas assustarem-se.


De acordo com o secretário municipal de Saúde, o vice-prefeito Eliseu Santos, não existe razão para desespero da população e para o cancelamento de cirurgias eletivas e internações. “A bactéria é um problema mundial e ataca pessoas com baixa imunidade”, afirmou Eliseu. Desde julho do ano passado, todos os hospitais da Capital têm notificado os casos envolvendo o Acinetobacter para a Vigilância em Saúde. Dos 24 hospitais clínicos da cidade, 15 já notificaram casos de infecção ou colonização da bactéria.


No passado, profissionais de saúde elaboraram o "Manual de Controle da disseminação de Acinetobacter sp resistente a carbapenêmicos", que define medidas para prevenir a disseminação dessas bactérias a outros pacientes e servidores da saúde.


Prevenção - A enfermeira da Vigilância em Saúde Anelise Breier salientou que, para prevenir a disseminação da Acinetobacter, a solução mais simples e eficaz é higienizar as mãos. Anelise explicou que a bactéria é um importante patógeno causador de infecções hospitalares no mundo todo: "A grande importância dessas infecções está relacionada à dificuldade de tratamento devido à habilidade do microorganismo em desenvolver resistência a antimicrobianos e ao controle da transmissão, pela capacidade de se manter viável no meio ambiente por longos períodos".


Breier esclareceu que já aconteceram outras situações de interrupção temporária em UTIs de Trauma de Porto Alegre, por precaução. Segundo ela, as UTIs lotadas e os pacientes graves são os principais responsáveis pela infecção. "Normalmente, a unidade é interditada quando o contágio corresponde a mais de 50% dos pacientes da Unidade de Trauma", explicou.


Notificações - Desde julho de 2007, a SMS já recebeu 400 notificações de casos de infecção pela bactéria Acinetobacter sp. Todos os casos estão sendo estudados e não se pode afirmar se algumas mortes neste período foram causadas pela bactéria. "Quando recebemos a notificação dos hospitais, não é comunicado o desfecho dos casos. Estudos indicam que ainda não é possível estabelecer um óbito causado pela Acinetobacter", ressaltou. Breier afirmou também que há três anos a bactéria adquiriu um nível endêmico. "A Acinetobacter veio para ficar. Vamos conviver com ela sempre. No entanto, não há motivo para pânico. A grande maioria das situações está sendo resolvida. Todos os pacientes internados estão sendo examinados diariamente", enfatizou.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=88201&p_secao=3&di=2008-04-03

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Acinetobacter - Porto Alegre

Segunda-Feira, 31 de março de 2008
SIMERS alerta que contaminação de bactérias atinge mais hospitais
Fonte: Imprensa/SIMERS

Maria Rita e deputada encontram diretorFotos: Patrícia Comunello

A vice-presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Maria Rita de Assis Brasil, alertou nesta segunda, dia 31, depois de visita ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) da Capital, para a gravidade da contaminação por bactérias que fechou uma das UTIs do hospital e atinge outras instituições. O fato foi admitido pelo diretor do HPS, Paulo Roberto Azambuja, ao informar que mais quatro hospitais enfrentam o mesmo problema. Nesta terça, às 9h, Maria Rita acompanha a deputada federal Luciana Genro em conversa com a superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Jussara Cony. O encontro buscará dados sobre as condições de atendimento nos hospitais Cristo Redentor e Conceição. Carta enviada ao SIMERS pelo Conceição informa que uma das salas da emergência será fechada no começo do abril para medidas de prevenção à bactéria. Maria Rita defende que o município adote um plano de ação global envolvendo todos os gestores públicos do SUS ante o impacto das contaminações para o atendimento da população. “Estamos diante de uma nova variável que cria ainda mais dificuldades para o funcionamento da saúde pública (além da tradicional falta de leitos, de remédios etc), algo comparável à epidemia da dengue no Rio”, opina Maria Rita. ”Trata-se de germes (acinetobacter) que têm cada vez mais resistência, exigem tratamento forte e com antibiótico muito específico e nem sempre facilmente disponível e que encontram ambiente favorável para proliferar”, elencou a dirigente. A escassez de leitos e a superlotação são apontados por Maria Rita como agravantes do problema. Com o fechamento da UTI do HPS, o Cristo Redentor passa a ser a principal referência em trauma. Informações indicam lotação de vagas na instituição. Maria Rita e Luciana buscarão esclarecer informação de que hospitais do GHC tiveram registro da bactéria. Carta enviada ao Sindicato Médico comunica que a Sala Vermelha da emergência será fechada entre 2 e 6 de abril, para reforma, higienização e readequação física. Segundo o comunicado, “todas as medidas tem como objetivo prevenir os casos de Acinetobacter carbapenén resistentes” e que gestores da saúde e municípios da região foram avisados para que busquem alternativas em outras unidades hospitalares. No encontro com o diretor do HPS, Maria Rita e a deputada federal Luciana Genro questionaram o repasse de recursos e melhorias na estrutura física, além da contratação de servidores. Segundo Luciana, há déficit de 80 médicos e de mais de cem servidores. Também disse que o hospital deixou de receber R$ 4,5 milhões em 2007 do QualiSUS e que este ano os repasses do orçamento pelo município estão atrasados. Azambuja admitiu que a superlotação da UTI de trauma é corriqueira, mas procurou desvincular da contaminação. Segundo ele, dois dos 13 pacientes da unidade interditada morreram desde sexta, mas nenhum dos óbitos teria relação com a bactéria. Um dos mortos estava com a bactéria. Seis dos 11 pacientes que estão na UTI têm o germe. O diretor do HPS disse que desde a interdição nenhum paciente atendido na emergência teve de ser transferido para leitos em UTIs de outros hospitais. Se isso ocorrer, a direção acionará a Central de Regulação, que é gerenciada pela Secretaria Municipal da Saúde, ou comprará vagas na rede privada. Ele disse que "sempre se dá um jeitinho". O HPS atende diariamente cerca de 900 casos, sendo dois terços deles de politraumatizados. Oito a dez são de pacientes graves. Destes, dois a três casos necessitam de cuidados de UTI.

Fonte: http://www.simers.org.br/cms/php/site_monta_internas.php?tabela=site_noticias&id_item=341&area=sindicato&menu=comunicacao#

Acinetobacter em infecção cirúrgica...
Como o Acinetobacter se prolifera em uma cirurgia causando infecção? Quais as precauções que devem ser tomadas.


Acinetobacter. (extraído do livro Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde) Este gênero é composto por cocobacilos gram-negativos não fermentadores, imóveis (daí o nome a-cineto), oxidase negativos. Por estudos de hibridização de DNA foram identificados 18 genomas específicos, 7 dos quais já nomeados, A. calcoaceticus, A. baumannii, A. haemolyticus, A. junii. A. johnsonii, A. lwoffi e A. radioresistans. São bactérias de vida livre, geralmente encapsuladas, amplamente distribuídas na natureza, podendo ser isoladas em objetos inanimados e animados, presentes em praticamente 100% de amostras de solo e água, transmitidos pelo contato direto e indireto com estas fontes e possivelmente por via aérea . Este é o mais freqüente gênero de bactérias gram-negativas isoladas colonizando persistentemente a pele humana, principalmente em dobras, sendo que o A. johnsonii, A. lwoffi e A. radioresistans são habitantes naturais. O complexo A. calcoaceticus/A. baumannii é encontrado na pele em até 25% das pessoas sadias albergam e na cavidade oral em até 7% destas, aumentando em pacientes hospitalizados e profissionais de saúde. É observado em escarro, urina, fezes, conjuntiva, secreções vaginais e sítio de traqueostomia . São germes oportunistas, necessitando de falha do sistema imune normal para causar infecção e os principais fatores de risco encontrados são uso prévio de antibióticos, cirurgia, instrumentação, alcoolismo, tabagismo, trauma, doença pulmonar crônica, recém-nascidos de baixo peso, diabetes mellitus, neoplasia, drogas antineoplásicas, internação em unidade de queimados e em terapia intensiva . Os principais fatores de virulência do microrganismo são sua cápsula polissacarídea antifagocitária, fímbria que potencializa a aderência e um lipopolissacarídeo biologicamente ativo. Devido sua ampla distribuição, grande parte dos isolados em hospital são colonizantes e não infectantes. Há grande dificuldade de estabelecer significância no seu achado, pois colonizam tecidos sadios e lesados . Além disto, muitas vezes são confundidos com outros germes gram-negativos, como no líquor com N. menintidis, na uretra com N. gonorrhoeae e no escarro com Haemophilus influenzae.
Assumem importância crescente no ambiente hospitalar, sobrevivendo em superfícies úmidas ou secas e colonizando a pele de pacientes e da própria equipe de saúde, principalmente suas mãos, ocasionando contaminação cruzada. Sua capacidade de sobrevivência no ambiente é grande, por exemplo em uma bancada uma colônia sobrevive por até nove dias contra menos de um dia observada para P. aeruginosa . A espécie mais frequentemente encontrada em hospitais é o complexo A. calcoaceticus/A. baumannii, isolados em infecções nos tratos respiratório, urinário, ferida cirúrgica e acesso vascular, podendo levar a quadros septicêmicos, mas pode causar infecções em virtualmente todos os órgãos. A letalidade chega a ser superior a 36% . No National Nosocomial Infection Study (NNIS) este gênero foi identificado como responsável por 0,61% das infecções hospitalares . Em levantamentos nos EUA foi isolado em 3% das pneumonias nosocomiais . Muitas infecções hospitalares estão associadas a surtos, por exemplo, tendo sido identificado em nutrição parenteral prolongada causando infecções sistêmicas em terapia intensiva . No ambiente hospitalar foram isolados em leite pasteurizado, alimentos congelados, dieta enteral, superfícies fixas, ar hospitalar, névoa de nebulizadores, tenda úmida, circuíto respiratório, ressucitadores, ventiladores, torneiras, pias, esgôto, urinóis, poeira, banhos de dialisado peritoneal, toalhas de rosto, roupas de cama, travesseiros, catéteres de angiografia, transdutores de pressão, luvas contaminadas, duodenoscópios, seringas reusadas, sangue e derivados, soluções de proteínas plasmáticas, de nutrição parenteral prolongada, soluções salinas e demais soluções parenterais . Cepas multirresistentes são isoladas com freqüência, devido principalmente a produção de beta-lactamase de amplo espectro, enzimas modificadoras de aminoglicosídeos e alteração das proteínas de ligação das penicilinas (PBP). A colonização de pacientes não requer qualquer medida terapêutica específica, porém quando associados a infecção com presença de catéteres seu tratamento é obtido, na maioria das vezes, com a retirada destes. Inicialmente sensíveis a ampicilina, cefalosporinas de primeira e segunda geração, minociclina, colistina, carbenicilina, gentamicina e cloranfenicol, atualmente apresentam freqüentemente resistência. Apresentam um variável perfil de sensibilidade, logo para seu tratamento é necessário o conhecimento de dados específicos da instituição, sendo melhor a sensibilidade para quinolonas, ceftazidima, doxiciclina, co-trimoxazol, imipenem/cilastatina, amoxacilina/clavulanato e ampicilina/sulbactam , , mas surtos têm sido identificados com cepas resistentes a estes antibióticos, nestes casos sendo utilizada como opção terapêutica associação de ticarcilina/sulbactam com minociclina.

Fonte: http://www.ccih.med.br/forum/messages/22/403.html?1119128601

link arquivo pdf sobre a bacteria: http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2051/pdfs/mat%2005.pdf

A bactéria - O que é a Acinetobacter sp.
É um microrganismo que pode se desenvolver tanto na pele dos seres humanos quanto no próprio ambiente que os cercam. A sua transmissão geralmente ocorre por meio de contato físico e, em função disso, o isolamento das pessoas infectadas é fundamental durante o tratamento.
Uma das principais características da Acinetobacter sp. é a alta resistência a antibióticos, fato que, muitas vezes, pode gerar lentidão na cura da infecção. Caso não seja tratada da forma adequada, a Acinetobacter sp. pode evoluir para uma infecção generalizada e até levar a morte.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a1811349.htm

segunda-feira, 31 de março de 2008

A cura encontrada no mato e no mar

Pesquisadores descobrem anticoagulantes naturais que poderão avançar o tratamento de doenças cardiovasculares e circulatórias. Um dos estudos venceu categoria do prêmio Jovem Cientista
Hércules Barros - Da equipe do Correio
Do veneno de uma lagarta conhecida como taturana pode sair a cura para a trombose. De cor marrom e com espinhos esverdeados, a Lonomia obliqua, nome científico do animal típico do sul do país, solta uma substância para se proteger dos predadores que causa síndrome hemorrágica e pode levar à morte. As experiências com o material tóxico levou à descoberta, por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) de um anticoagulante que poderá ser aplicado em doenças cardiovasculares decorrentes de problemas circulatórios.
“Com financiamento e apoio de laboratórios farmacêuticos, em três anos poderemos falar em escala industrial de um medicamento”, explica a especialista em biologia molecular Ana Beatriz Gorini da Veiga, 29 anos. Ela foi primeiro lugar no XXI Prêmio Jovem Cientista deste ano com a pesquisa e será recebida em Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 12.
O contato com a lagarta faz com que o veneno entre na corrente sangüínea, com sintomas aparecendo rapidamente, entre 24 e 72 horas. As hemorragias são tanto internas como externas. Há registro de casos de hemorragia intracerebral e insuficiência renal aguda. De difícil diagnóstico, e às vezes confundido com a picada de uma jararaca, os efeitos do veneno viraram objeto de estudo de Ana Beatriz.
Para chegar à versão comercial do anticoagulante vão anos de estudos. Por enquanto, a cientista pesquisou alguns genes que produzem a proteína do veneno e conseguiu separar as tóxicas das que podem ter resultado positivo para a medicina. “Há vários princípios ativos a serem estudados. A pesquisa abriu portas para vários doutorados de estudo das moléculas do veneno”, explica.
Ao analisar os componentes existentes, a pesquisadora montou um catálogo das principais moléculas produzidas pela lagarta. O próximo desafio será produzir proteínas recombinantes para chegar a um antídoto contra o efeito hemorrágico do veneno da taturana e um anticoagulante que sirva para os problemas de saúde ligados à circulação sangüínea.
“A descoberta em seis anos é um prazo rápido para a pesquisa”, ressalta Beatriz. Segundo a pesquisadora, os medicamentos costumam levar de 20 a 50 anos de estudos antes de serem comercializados. “As pessoas não têm noção do quanto o pesquisador sofre até o remédio ficar pronto e chegar às prateleiras da farmácia da esquina”, conta.
Ajuda marinha
O tratamento da trombose e de outras doenças cardiovasculares também ganhou um aliado marinho. Pesquisa do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para comparar a cartilagem humana com a de invertebrados do fundo do mar acabou em uma descoberta promissora no combate a problemas em veias e artérias.
Em órgãos das acídias — espécie oceânica popularmente conhecida como batata-do-mar — foram encontradas substâncias análoga à heparina, principal composto usado nos medicamentos de combate às doenças vasculares. O anticoagulante extraído do animal oceânico promete substituir o tratamento terapêutico atual, à base de heparina comercial produzida a partir de intestinos e pulmões de bovinos e suínos e diminuir riscos terapêuticos. “Por derivar de boi ou porco, o medicamento tradicional pode ter algum agente patogênico, como a proteína priom, causadora do mal da vaca louca”, explica o pesquisador Mauro Pavão, do Laboratório de Tecido Conjuntivo do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.
Efeitos colaterais
Segundo Mauro, a pesquisa começou sem a pretensão de desenvolver um novo medicamento para a trombose. A constatação da forte ação anticoagulante da heparina do invertebrado apareceu durante a fase de testes com ratos de laboratório. “Provocamos o aparecimento de trombose venosa e arterial nos camundongos para ver se a substância marinha prevenia a formação de trombose nas veias e artérias dos animais”, detalha.
A eficácia da substância foi menor que a do medicamento utilizado hoje, mas o pesquisador pondera que os efeitos colaterais são menos preocupantes. “A heparina comercial pode levar a sangramento e hemorragia. A heparina retirada da batata-do-mar não apresentou esse efeito colateral nos teste in vitro”, diz.
O QUE É
A trombose venosa ocorre quando há entupimento de alguma veia e geralmente leva à inflamação de órgãos. Já a trombose arterial acomete as artérias responsáveis pela irrigação do coração e do cérebro, causando infarto ou acidente vascular cerebral, o popular derrame. Quase sempre está relacionada à arteriosclerose, inflamação que cicatriza em forma de coágulo e passa a circular na artéria.
(HB)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama - Viva Mulher

O que é o Programa?
O Programa Viva Mulher consiste no desenvolvimento e na prática de estratégias que reduzam a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais do câncer do colo do útero e de mama. Por meio de uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde e todos os 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, são oferecidos serviços de prevenção e detecção precoce em estágios iniciais da doença, assim como tratamento e reabilitação em todo o território nacional.


Qual a situação atual da doença?
Câncer do colo do útero

Dentre todos os tipos, o câncer do colo do útero é o que apresenta um dos mais altos potenciais de prevenção e cura, chegando perto de 100%, quando diagnosticado precocemente. Seu pico de incidência situa-se entre 40 e 60 anos de idade e apenas uma pequena porcentagem ocorre abaixo dos 30 anos.

Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008.

Câncer de mama

No Brasil, o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.
Leia mais.

Um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. A maioria dos casos de câncer de mama, no Brasil, é diagnosticada em estágios avançados (III e IV), diminuindo as chances de sobrevida das pacientes e comprometendo os resultados do tratamento.

A quem o Programa se destina?
Em relação ao câncer de colo do útero

Para impedir o avanço da doença no Brasil o Programa Viva Mulher desenvolve ações de detecção precoce, dirigidas às mulheres na faixa etária de 25 a 59 anos de idade, que incluem o diagnóstico precoce (através de exame Papanicolaou e exames de confirmação diagnóstica) e o tratamento necessário de acordo com cada caso.

Em relação ao câncer de mama
Com intuito de detectar as lesões malignas da mama, o Viva Mulher preconiza, de acordo com as recomendações do
Consenso para Controle do Câncer de Mama, a realização do exame clínico das mamas para mulheres de todas as faixas etárias, como parte do atendimento integral à mulher. Para mulheres acima de 40 anos de idade, esse exame deve ser realizado anualmente e, para aquelas na faixa etária de 50 a 69 anos recomenda-se a realização de uma mamografia, pelo menos, a cada dois anos. As mulheres submetidas a esses exames devem ter acesso garantido aos demais procedimentos de investigação diagnóstica e de tratamento quando necessário.

Como é feita a prevenção?
Câncer do colo do útero

A prevenção primária pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual, uma vez que a prática de sexo seguro é uma das formas de evitar o contágio com o HPV (vírus do papiloma humano), vírus esse que tem um papel importante para o desenvolvimento do câncer e de suas lesões precursoras.


A principal estratégia utilizada para detecção precoce dessa doença no Brasil, é através do rastreamento, que significa realizar o exame preventivo (Papanicolaou) em mulheres sem os sintomas da doença, com o objetivo de identificar aquelas que possam apresentar a doença em fase muito inicial, quando o tratamento pode ser mais eficaz. O exame preventivo (Papanicolaou) é dirigido a mulheres de 25 a 59 anos que devem submeter-se ao exame periodicamente.

A periodicidade preconizada para a realização desse exame é, inicialmente, 1 exame por ano. No caso de 2 exames normais seguidos (com intervalo de 1 ano entre eles), o exame deverá ser feito a cada 3 anos. Em caso de exames com resultados alterados a mulher deve seguir as orientações fornecidas pelo médico que a acompanha.
O exame Papanicolaou pode ser realizado em postos ou unidades de saúde, próximos a residência da mulher, que tenham profissionais de saúde treinados para essa finalidade.

Câncer de mama
Não existem evidências científicas conclusivas que justifiquem estratégias específicas de prevenção primária. Ações de promoção à saúde dirigidas ao controle das doenças crônicas não-transmissíveis (o que inclui o câncer de mama) devem focar os fatores de risco, especialmente, a obesidade e o tabagismo.

A detecção precoce é a principal estratégia para controle do câncer de mama. Segundo as orientações do Consenso para o Controle do Câncer de Mama, as seguintes ações são recomendadas para o rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas:

  • Exame Clínico das Mamas realizado anualmente, para as todas as mulheres com 40 anos ou mais. O Exame Clínico das Mamas deve fazer parte, também, do atendimento integral à mulher em todas as faixas etárias;
  • Mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o intervalo máximo de dois anos entre os exames;
  • Exame Clínico das Mamas e Mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama. São consideradas mulheres de risco elevado aquelas com: um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos; um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama bilateral ou câncer de ovário; história familiar de câncer de mama masculina; lesão mamária proliferativa com atipia comprovada em biópsia;
  • As mulheres submetidas ao rastreamento devem ter garantido o acesso aos examesde diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento das alterações encontradas.

O auto-exame das mamas não deve substituir o exame clínico realizado por profissional de saúde treinado para essa atividade. Entretanto, o exame das mamas pela própria mulher ajuda no conhecimento do corpo e deve estar contemplado nas ações de educação para a saúde.


O exame de Papanicolaou

Como é feita a coleta do material para o exame?
O Programa estabelece padrões para a coleta do material do exame preventivo do câncer do colo do útero, de modo a assegurar a qualidade da avaliação do esfregaço (material coletado) e aumentar a capacidade operacional dos laboratórios.


Figura 1 - Confecção do esfregaço ectocervical
em lâmina única

Figura 2 - Confecção do esfregaço endocervical
em lâmina única
Quais as precauções que a mulher deve ter antes do exame Papanicolaou? A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Além disto, exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode alterar o resultado.


O exame clínico das mamas e a mamografia
Como é realizado o exame clínico da mama?

É a palpação da mama, das regiões axilares e das supraclaviculares, realizado por um profissional de saúde (médico ou enfermeiro) durante uma consulta. Nesse exame, poderão ser identificadas alterações na mama e caso necessário será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

O que é a mamografia?
A mamografia é um exame radiológico realizado em um aparelho de alta resolução que permite visualizar imagens tumorais e calcificações. Consiste em colocar a mama entre duas placas e emitir um raio-X. A radiação recebida pela paciente é pequena, não sendo prejudicial à saúde. A mamografia permite identificar lesões não-palpáveis e descobrir o câncer de mama quando o tumor ainda é bem pequeno.


Resumo atual do Programa
Em relação ao câncer de colo do útero
O programa introduziu a Cirurgia de Alta Freqüência (CAF) nas unidades secundárias de saúde, com a capacitação de 244 pólos para este tipo de tratamento. Foi implantado, em nível nacional, o SISCOLO - Sistema de Informação de Controle do Colo do Útero -, uma base de dados capaz de fornecer subsídios para a avaliação e planejamento do Programa.

Em relação ao câncer de mama
Foram lançados o Projeto de Capacitação de Recursos Humanos na Área de Saúde, que elabora e distribui o material para treinamento de profissionais de diversos níveis de atenção à saúde e o Projeto de Organização da Rede de Serviços, que adquiriu 50 mamógrafos e 135 pistolas para biópsia por agulha grossa (Core Biopsy) nos pólos de diagnósticos estaduais. Esses equipamentos foram distribuídos pelos 26 estados e Distrito Federal de acordo com as necessidades loco-regionais.



Órgão responsável e parcerias

O Ministério da Saúde por intermédio do Instituto Nacional de Câncer, em parceria com as 27 Secretarias de Saúde.




Mais informações no site: http://www.inca.gov.br/index.asp

Doação de Sangue - Ministério da Saúde

Um simples gesto pode salvar a vida de muita gente:

Tem sempre alguém esperando sua doação. Não cruze os braços para esse problema. Doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a sua saúde e você salva muitas vidas. O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue. Assim, ele é vital e quando uma pessoa precisa de uma transfusão de sangue, ela precisa de você! A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediatamente após a doação. Em uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. É pouco para você e muito para quem precisa! Você passará por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para você e aos pacientes que receberão o seu sangue. Seja sincero ao responder as perguntas! Neste momento você também receberá informações e poderá tirar todas as suas dúvidas.

Condições básicas para doar sangue:

  • Sentir-se bem, com saúde;
  • Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
  • Ter entre 18 e 65 anos de idade;
  • Ter peso acima de 50Kg.

Recomendações para o dia da doação:

  • Nunca vá doar sangue em jejum;
  • Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
  • Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
  • Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação;
  • Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

Quem não pode doar?

  • Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
  • Mulheres grávidas ou amamentando;
  • Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;
  • Usuários de drogas;
  • Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.

O que acontece depois da doação?

O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue. Estes testes detectarão doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra e se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.

O que acontece com o sangue doado?

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.



Mais informações no site: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1296

Programa Nacional de Controle da Dengue - Ministério da Saúde

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Em nosso país, as condições socioambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso país e no continente. Programas essencialmente centrados no combate químico, com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade, sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos.

Nos primeiros seis meses deste ano, 84.535 pessoas tiveram dengue, enquanto que, em 2003, as notificações chegaram a 299.764. Saiba qual é a situação atual da dengue no Brasil e o que tem sido feito para sua erradicação.

NOVAS AÇÕES
O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores. Veja o que tem sido prioritário. O controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade. Por isso, é prioritário para o PNCD:

1. a elaboração de programas permanentes, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível, a curto prazo;
2. o desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas, de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor;
3. fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença;
4. melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor;
5. integração das ações de controle da dengue na atenção básica, com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF);
6. utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais, casas abandonadas etc;
7. atuação multissetorial por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água;
8. desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios.

PROGRAMA NACIONAL
Com as dificuldades enfrentadas nas diversas tentativas de erradicação da doença, a idéia é garantir uma forte campanha de mobilização social, em 2002 o objetivo passa a ser a redução do dano causado pela doença. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Em nosso país, as condições socio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores. Programas com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade, sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos.

Em 1996, o Ministério da Saúde decidiu rever sua estratégia e propôs o Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAa). Ao longo do processo de implantação desse programa observou-se a inviabilidade técnica de erradicação do mosquito a curto e médio prazos. O PEAa, mesmo não atingindo seus objetivos, teve méritos ao propor a necessidade de atuação multissetorial e prever um modelo descentralizado de combate à doença, com a participação das três esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal.

A implantação do PEAa resultou em um fortalecimento das ações de combate ao vetor, com um significativo aumento dos recursos utilizados para essas atividades, mas ainda com as ações de prevenção centradas quase que exclusivamente nas atividades de campo de combate ao Aedes aegypti. Essa estratégia, comum aos programas de controle de doenças transmitidas por vetor em todo o mundo, mostrou-se absolutamente incapaz de responder à complexidade epidemiológica da dengue.

Os resultados obtidos no Brasil e o próprio panorama internacional, onde inexistem evidências da viabilidade de uma política de erradicação do vetor, a curto prazo, levaram o Ministério da Saúde a fazer uma nova avaliação dos avanços e das limitações, com o objetivo de estabelecer um novo programa que incorporasse elementos como a mobilização social e a participação comunitária, indispensáveis para responder de forma adequada a um vetor altamente domiciliado.

Diante da tendência de aumento da incidência verificada no final da década de 90 e da introdução de um novo sorotipo (Dengue 3) que prenunciava um elevado risco de epidemias de dengue e de aumento nos casos de Febre Hemorrágica de Dengue (FHD), o Ministério da Saúde, com a parceria da Organização Pan-Americana de Saúde, realizou um Seminário Internacional, em junho de 2001, para avaliar as diversas experiências bem sucedidas no controle da doença e elaborar um Plano de Intensificação das Ações de Controle da Dengue (PIACD).

A introdução do sorotipo 3 e sua rápida disseminação para oito estados, em apenas três meses, evidenciou a facilidade para a circulação de novos sorotipos ou cepas do vírus com as multidões que se deslocam diariamente. Estes eventos ressaltaram a possibilidade de ocorrência de novas epidemias de dengue e de FHD. Neste cenário epidemiológico, tornou-se imperioso que o conjunto de ações que vinham sendo realizadas e outras a serem implantadas fossem intensificadas, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue no Brasil. Com esse objetivo, o Ministério da Saúde implantou em 2002 o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

Muito embora outras causas tenham influenciado, considera-se que as ações do PNCD, desenvolvidas em parceria com Estados e Municípios, tenham contribuído na redução de 73,3% dos casos da doença no primeiro semestre de 2004 em relação ao mesmo período do ano anterior. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde mostram que, nos primeiros seis meses de 2004, 84.535 pessoas tiveram dengue, enquanto que, em 2003, as notificações chegaram a 299.764.




Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU - Ministério da Saúde



O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Com o Samu/192, o governo federal está reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.


O SAMU realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reserva leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.

A partir dessa atuação, o SAMU tem um forte potencial para corrigir uma das maiores queixas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que é a lentidão no momento do atendimento. Historicamente, o nível de resposta à urgência e emergência tem sido insuficiente, provocando a superlotação das portas dos hospitais e pronto-socorros, mesmo quando a doença ou quadro clínico não é característica de um atendimento de emergência. Essa realidade contribui para que hospitais e pronto-socorros não consigam oferecer um atendimento de qualidade e mais humanizado.

O SAMU 192 é o principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, criada em 2003, que tem como finalidade proteger a vida das pessoas e garantir a qualidade no atendimento no SUS. A política tem como foco cinco grandes ações:

* organizar o atendimento de urgência nos pronto-atendimentos, unidades básicas de saúde e nas equipes do Programa Saúde da Família;
* estruturar o atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU 192);
* reorganizar as grandes urgências e os pronto-socorros em hospitais;
* criar a retaguarda hospitalar para os atendidos nas urgências; e
* estruturar o atendimento pós-hospitalar.

A Rede Nacional SAMU 192 possui hoje 130 serviços de atendimento móvel às urgências, atendendo, com isso, 1.066 Municípios brasileiros, num total de 97,9 milhões de pessoas.




Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=456